quarta-feira, 12 de maio de 2010

Egito: segundo dia!

No segundo dia, iríamos partir para Alexandria às 10 da manhã. Então, acordamos cedo para tomar o café da manhã do hostel, às 8h30, e fomos,  com nossas passagens.

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Chegamos lá às 7h40 e mais uma surpresa: ninguém sabia de qual plataforma o trem iria partir. Chegamos no balcão de “Atendimento ao Consumidor” e a moça de véu muçulmano na cabeça falou para voltarmos em 10 minutos. Vinte minutos depois, a mesma resposta: “10 minutes”.  Depois… “10 minutes”. Sempre no mesmo esquema, tumulto na frente do balcão. Cansados de ir lá toda hora perguntar, seguimos uma egípcia que falou que também estava indo para lá e, quando ela saiu para pegar o trem (depois de um aviso sonoro), fomos atrás dela.

Ao chegarmos na plataforma, mistério: qual era o nosso vagão? Não parecia estar escrito em nenhum lugar. Apesar de os números egípcios serem diferentes dos nossos, nem isso víamos. Encontramos a mesma egípcia procurando o seu vagão e ela nos mostrou para onde devíamos ir.

Estávamos na primeira classe do trem mais rápido para Alexandria. Essa ida, mais uma volta de segunda classe, nos custaram… 75 EGP. Ou uns 11 euros. Quantia que na Alemanha não me permitiria nem ir e voltar a Neustadt, que fica a meia hora daqui, no trem mais barato.

O trem era bom. Confortável, com banco largo e reclinável, e café e chá sendo oferecidos várias vezes. Víamos vários outros turistas na mesma classe, dentre eles um turista com uma estranha bicicleta dobrável.

Nesse meio tempo, um canadense ali ficou nosso amigo e contou sobre suas andanças de 20 dias no Egito. Foi enfático: “I hate Cairo!”, ou: “Eu odeio o Cairo!”

Chegamos em Alexandria.

Abaixo, homem em tradicional túnica muçulmana.

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À saída da estação de trem, uma grande estátua… de quem era, não lembro mais!

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Após pedir informação a alguns egípcios, seguimos uma estreita rua cheia de lojas e movimento de pessoas e chegamos ao mar. O mar era muito bonito.

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Pouco após chegarmos já era umas 14h e estávamos com fome. A solução? McDonald’s, é claro. E qual não foi a nossa surpresa em ver que estavam passando uma reprise de Botafogo x Santos.

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Nesse meio tempo, ainda presenciamos duas mulheres brigando no meio da rua, puxando o cabelo, etc… mulher de véu vermelho vs. mulher de véu azul. Até a caixa do McDonald’s saiu para olhar e deu uma risada quando voltou. Eu devia ter tirado uma foto para registrar.

Fomos andando pela calçada da Avenida 26 de Julho até a Bibliotheca Alexandrina, inspirada na antiga biblioteca de Alexandria e que deve ter milhões de volumes no futuro. À beira da avenida, os prédios lembravam algo italiano, como Nápoles, embora o estado de conservação lembrasse que estamos em um país bem pobre.

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Alguns pescadores à beira do mar Mediterrâneo.

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Para onde ir?

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Essa é a nova Biblioteca de Alexandria, pronta apenas em 2002, próxima à localização da biblioteca original. Muito bonita, tem um espelho d’água na frente, uma passarela com paredes de vidro sobre a entrada que permite a visão da costa, e alfabetos de vários lugares do mundo representados. No futuro, a biblioteca deve abrigar até 3 milhões de volumes.

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Além da biblioteca, Alexandria também era conhecida no mundo antigo por seu farol. Hoje, no seu lugar está um forte: o Forte Qaitbey. Era bem longe, tínhamos pouco tempo, e resolvemos pegar um táxi. Que importa se somos cinco e o táxi tem quatro lugares? Damos um jeito!

Infelizmente fechava às 4h, e chegamos pouco depois disso. Mas o forte, visto de fora, já é imponente.

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À frente, havia uma feira de souvenirs egípcios. Comprei o tradicional ímã de geladeira para a minha mãe, agora já esperto e atento à necessidade de negociar todos os preços.

De fato era pouco tempo em Alexandria. Após visitar o forte, tomamos nosso caminho de volta à estação de trem. Não sem antes termos de dizer “não” várias vezes a um taxista insistente que oferecia seu táxi, chegou a descer do carro para oferecer, fingir que ia embora com o táxi… depois voltar com o carro novamente e nos perguntar se não queríamos o táxi. Aqui, há bem menos turistas que no Cairo.

Pensamos em visitar a Necrópole de Anfushi, mas era longe e não teríamos tempo. Voltamos pela avenida à beira-mar. No meio do caminho, garotos em um barco mandaram a mesma frase: “Welcome to Egypt!”

Abaixo, palmeiras presentes por todo Egito.

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Barcos de pescadores em Alexandria.

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Em Alexandria, também existem banhistas, guarda-sóis e vendedores de comida na praia! Mas aqui, se vende uma espécie de feijão, e não acarajé!

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Abaixo, a praça Midan Tahrir. Fonte e garotas de lenço.

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Procuramos um tempão por uma tal mesquita. Chegamos até meio que nos perdermos. Tentei falar um pouco de árabe com as pessoas, como “jaalaa” (mesquita), mas era uma faca de dois gumes: as pessoas começavam a responder em árabe, devagarzinho, como se eu fosse entender. De qualquer forma, é sempre algo que os locais costumam achar simpático.

Eis que a encontramos. Embaixo, haviam umas lojas funcionando… já pensou se as igrejas também fossem assim?

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Próximo à estação, parei para tomar um suco de laranja, onipresente em todo Egito. Digo sem medo de errar: o melhor suco de laranja que eu já tomei em minha vida. Azedinho na medida certa, doce na medida certa.

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Voltamos à mesma praça que vimos ao sair da estação. Nela, um homem alimentava uns gatos na praça.IMG_6144

E certas coisas são universais: crianças jogando bola.

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No Cairo, uma boa pergunta para animar qualquer conversa com taxista é: você é al-Ahly ou Zamalek? Al-Ahly x Zamalek é o clássico do Cairo. Inclusive, no dia seguinte, os caras do Al-Ahly estavam comemorando a vitória por 3 x 0 contra um time da Líbia, exatamente o que eles precisavam para se classificar à próxima fase da Copa da África. Alexandria também tem um time famoso, o Al-Ittihad.

Qual foi nossa surpresa, ao voltar para Alemanha, que no domingo tínhamos fugido de um calor de… 43°C no Cairo. Para efeito de comparação, no sábado e na segunda pegamos 36°C, e já não foi fácil.

À noite, saímos para um autêntico bar egípcio, com chá de menta e narguilê. Detalhe para a “mulher perfeita” ao fundo, segundo o Postal… haha SDC11739

Atrás da galera, o cartaz de um cinema egípcio.

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Na volta, a rua estava como cheia de neblina: mas era simplesmente poeira do deserto que invadia a cidade. Era difícil enxergar 50 metros à frente. Compramos uma cerveja egípcia, permitida apenas aos estrangeiros, já que os muçulmanos não podem beber nem comprar. Inclusive, ontem, depois de receber orientações de um egípcio sobre como chegar num lugar, ele me saiu com essa: “I help you, you help me. Can you buy wine for me in the duty free shop?? I give you ONE bottle! TWO bottles! ONE bottle for each of you!”: “Eu te ajudei, você pode me ajudar. Você pode comprar vinho pra mim no duty free? Eu compro uma garrafa para vocês! Duas! Uma para cada um!”

Ao voltarmos, vimos fumaça e movimento de bombeiros na Sharia Talaat Harb, rua onde ficava nosso albergue…  ao que alguém reconheceu “aquela confeitaria ficava embaixo do nosso hostel!”, e por último: “Sim, é o prédio do hostel que está pegando fogo!”. Essa foi a cara da gauchada ao chegar.

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Subimos as escadas do hostel no escuro, na luz dos celulares. Um gato descia as escadas do prédio sorrateiramente… o pessoal levou um susto.

Na recepção do hostel, perguntamos para o recepcionista (Mohammed) o que tinha acontecido. Ele disse que houve um incêndio numa loja de roupas no térreo e os bombeiros haviam cortado a luz por precaução. Ainda veio com a seguinte história: “sabe essa poeira toda na rua? É aquele vulcão que explodiu de novo… 20 aeroportos na Europa estão fechados!” Por um momento eu gelei, mas depois vi que era palhaçada dele.

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Abrimos a cerveja (abrir na rua seria péssima idéia), ficamos conversando bobagem por um tempo, esperando a luz voltar. Não voltou e fomos dormir sem luz e, pior… sem ar-condicionado.

2 comentários:

  1. As aventuras do Pedrão!!! KKKKK! É cada uma, hein, baleia! Jesus!
    Oooowwww, acho que eu vi o prefeitinho ali naquela praia. Pô, que areia suja!

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  2. Pedrão malaaa!!!!
    Todo espaçoso no banco da frente e o resto do pov todo imprensado atrás, igual sardinha em lata!!!! kkkkkkkkkk

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